Ex-funcionário das Finanças envolvidos em corrupção terão prisão preventiva

Um ex-funcionário das Finanças hoje detido vai ficar em prisão preventiva e uma funcionária em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, acusados de corrupção.

Um ex-funcionário da administração fiscal hoje detido vai ficar em prisão preventiva e uma funcionária em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, informou o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

A um terceiro suspeito, também ex-funcionário da administração fiscal, foi imposta, como medida de coação, a proibição de contactos com os outros dois arguidos e com trabalhadores da administração fiscal.

À funcionária foram ainda aplicadas a suspensão do exercício de funções e a proibição de contactos com os outros arguidos e com funcionários da administração fiscal.

Os três arguidos, que foram presentes à autoridade judiciária titular do inquérito, no DIAP de Lisboa, visando a realização de primeiro interrogatório judicial, estão indiciados da co-autoria de vários crimes de corrupção passiva para ato ilícito.

Em causa está o fornecimento a terceiros de informações fiscais, bancárias, patrimoniais e do protelamento de obrigações fiscais, bem como alteração de documentos e registos públicos, em troca de dinheiro.

Denúncia da Direção das Finanças de Lisboa

A detenção dos suspeitos, por parte da PJ, foi o culminar de uma operação que se realizou hoje e na quarta-feira e que partiu de uma denúncia da Direção das Finanças de Lisboa.

A operação, segundo a PJ, permitiu o desmantelamento do grupo, cuja atividade “ilícita organizada consistia na ‘prestação de serviços de consultadoria fiscal’, no fornecimento de informação privilegiada e documentos abrangidos pelo segredo fiscal e, ainda, na viciação de documentação de natureza fiscal, com grave violação de deveres funcionais e a troco de avultadas contrapartidas económicas”.

As três detenções ocorreram na sequência da execução de seis buscas (domiciliárias e não domiciliárias), designadamente em residências, escritórios, empresas e locais de trabalho, tendo sido apreendido “um vasto acervo documental, informático e outro relacionado com a prática criminosa”.

A operação foi realizada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, em inquérito dirigido pelo DIAP de Lisboa e em colaboração com a Autoridade Tributária e Aduaneira (ex-Direção-Geral dos Impostos).

Fonte: Expresso

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