761 PALAVRAS EM DEFESA DO VOTO NULO

Eu VN 02  A lei obriga todos os eleitores a votar. Mas não há Lei que me obrigue a votar em alguém em quem não confie para me representar na Política! Por isso a anulação do meu voto é uma forma legítima de participação no processo eleitoral. O Voto Nulo é da essência do livre arbítrio democrático.

É a única forma correta de expressar efetivo descontentamento com toda a tropa de candidatos apresentada pelos Partidos existentes, bem como às suas propostas de governo, distantes das necessidades mais emergenciais da sociedade brasileira.

Segundo pesquisa do Datafolha publicada em 16/08 passado, já somos mais de 10.000.000 de brasileiros e brasileiras que – obrigados a votar nas eleições de 2014 – teremos que anular nosso voto na Urna eletrônica porque não queremos fraudar a nossa própria consciência praticando o Voto Útil, nem o Voto escada (só na legenda) e nem muito menos o voto em branco que é uma espécie de endosso pessoal antecipado a tudo que vier a acontecer. Interessante que a tecla “EM BRANCO” não faltou em nossa Urna Eletrônica.

Todavia, para a nossa Urna Eletrônica servir de mídia eficiente entre a vontade dos eleitores e a composição do Governo, ainda precisará receber uma tecla a mais: a tecla “PROTESTO” para canalizar a legítima contrariedade da parcela da população que estiver descontente com todos os candidatos e Partidos. Enquanto isso, a única forma de protestar diante de uma Urna é anulando seu voto.

E não são poucas as razões que dão origem à falta de confiança nesses políticos que aí estão candidatos. Por exemplo, nenhum deles até agora teve a decência de apresentar uma proposta efetiva para acabar com a bandalheira da corrupção no Brasil e também, até agora, nenhum deles propôs sequer um projeto viável para organizar e dar vós à sociedade brasileira, entre as eleições.

Como pode? Na contra mão das campanhas televisadas desses homens e mulheres políticos candidatos – concebidas na cabeça de uns poucos marqueteiros baseados em estatísticas e técnicas de manipulação psicológica de telespectadores – há, no público, uma percepção quase generalizada de que a corrupção e a impunidade subsequente são dois dos inimigos mais cruéis da sociedade brasileira, não só pelos prejuízos materiais que acarretam, mas principalmente porque estão corroendo a fé nos princípios democráticos e a credibilidade nas Instituições Republicanas, constituindo séria ameaça de desordem institucional.

Acabar com essa bandalheira, mesmo sendo tarefa das mais difíceis, deveria estar sendo considerada questão prioritária para os candidatos e Partidos em 2014. Mas não é o que está acontecendo nos planos e propagandas até aqui apresentadas na TV. Nem para deputados, nem senadores, nem governadores e nem mesmo para presidente.

 

Uma segunda questão importantíssima que também merece destaque nas campanhas eleitorais de 2014 é a desfaçatez com que os atuais candidatos e Partidos tratam de marginalizar outra necessidade quase consensual no Brasil, que é a viabilização de uma maior participação da sociedade nas decisões e no acompanhamento das ações de Governo, na formulação e no acompanhamento das políticas públicas o que, obviamente, vai requer a criação de mecanismos legais que garantam uma participação igualitária e organizada de todos os cidadãos e cidadãs, interessados.

E por mais contraditório que isto possa parecer, não existe hoje no Brasil nenhum Partido, nem candidato, 100% fechado com a necessidade de se promover a reorganização da sociedade brasileira na forma distrital, ou qualquer outra solução que inclua o resgate da soberania popular e apresente um plano factível para efetivar no Brasil uma democracia mais participativa e uma representatividade mais confiável e autêntica.

Assim, já que a Lei diz que eu sou obrigado a ir até uma Urna dia 5 de Outubro próximo, lá meu voto será anulado porque não vejo candidatos nem Partidos sinceramente dispostos a estabelecer um confronto direto e definitivo contra a corrupção e a impunidade e, também, porque não vejo candidato, nem Partido que tenha a organização e o empoderamento da sociedade como meta prioritária de seus planos de governo no Executivo ou no Legislativo.

Portanto, não se deixe iludir nem inibir! Voto Nulo não ajuda, nem atrapalha um ou outro candidato. Voto Nulo é uma reprovação, categórica, a todos.

 

Anular seu voto é a forma mais legítima, legal e ética de protestar diante de uma Urna.

 

SE NÃO CONFIAR EM NENHUM CANDIDATO

SIMPLESMENTE VOTE 00 e CONFIRME – CINCO VEZES SEGUIDAS!

 

Para Deputado Estadual – Vote 0 0 e CONFIRMA

Para Deputado Federal – Vote 0 0 e CONFIRMA

Para Senador – Vote 0 0 e CONFIRMA

Para Governador – Vote 0 0 e CONFIRMA

Para Presidente – Vote 0 0 e CONFIRMA

 

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Uma resposta a 761 PALAVRAS EM DEFESA DO VOTO NULO

  1. Fernando, há alguns anos, sugerir o “voto nulo” seria um escândalo. Porém amadurecida, essa ideia nos parece possível ante o estágio em que se encontra a sociedade brasileira na atual conjuntura política. Diante de “um legislativo falido” é preciso zerar tudo e começar de novo. E, aí eu lhe pergunto: Votar nulo não vai adiar o processo de aperfeiçoamento das instituições?
    Toda a minha solidariedade.
    Lucrécia
    São Paulo/SP

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