A turma do palácio acha que nós somos uma cambada de idiotas!

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Quando Cabral invadiu o Brasil com sua esquadra militar amparada em um grande poder de fogo desconhecido dos brasileiros de então, dois fatos haveriam de chamar a atenção de qualquer observador mediano.

De um lado os portugueses, autointitulados “civilizados”, há meses sem tomar banho e exalando um odor, ou melhor, com um repugnante fedor daqueles dreads oleosos, calças sujas, roupas pesadas, casacos suados e botas de couro que quando descalçadas haveriam de poder matar um cavalo.

Do outro lado, os brasileiros de então, intitulados pelos invasores de “selvagens”, homens e mulheres, meninos e meninas vestindo apenas umas bijuterias naturebas e vivendo em meio à florestas esplendorosas, comendo peixes, frutas, caças – e de vez em quando até mesmo um ou outro vizinho, mas só para satisfazer um ritual religioso no qual acreditavam piamente. Estes eram os donos dessas terras que tomamos em sua quase totalidade, nossos concidadãos do passado que banhados em rios e mares de águas límpidas, exalavam o doce aroma de nossas próprias peles, como o das flores daquele paraíso de mata atlântica.

Quem até hoje só leu a notícia divulgada pelo império português, invasor de 1500, ainda deve acreditar que os “selvagens” deveriam mesmo ser subjugados porque eram selvagens e, os portugueses, que eram seres superiores e “civilizados” – o que lhes garantia o porte legal de armas de fogo – deveriam mesmo impor aos habitantes do Brasil uma escravatura laboriosa sob o manto de uma doutrinação religiosa obrigatória, que iria salvar a alma perdida dos peladinhos, risonhos e perfumados habitantes daqui.

A preponderância do ponto de vista dos portugueses, até hoje, se deve à consagração de algumas técnicas de manipulação de massas estabelecidas naquela mesma época por um dos melhores observadores do comportamento humano que se chamava Niccolò Machiavelli, para nós, Nicolau Maquiavel.

Foi este tal de Maquiavel foi quem primeiro relatou algumas das artimanhas para governar e dominar as massas, mais empregadas por ditadores e golpistas de todos os tempos.

São dele, Maquiavel, as teorias políticas de manipulação das massas conhecidas como “Dividir para governar” e “Habilidade de voltar às circunstâncias a seu favor”.

Qualquer semelhança com o que hoje está sendo orquestrado por essa turma do Palácio do Planalto, não é mera coincidência. É a aplicação de uma equação social que cientificamente executada, atinge sempre o resultado desejado.

Hoje todos nós sabemos que é necessária uma participação mais ativa da sociedade nas tarefas de governo para torna-las mais baratas, mais eficientes e menos corruptas. A participação ativa da sociedade desde o início da formatação das políticas públicas até a execução do que foi estabelecido pela própria sociedade.

Ocorre que jamais chegarmos a esse ponto ideal de uma participação efetiva, construtiva e pacífica da sociedade como desejamos e, ainda, livres da manipulação dos espertos ministros da propaganda enganosa, se a sociedade não estiver devidamente organizada. E positivamente, a sociedade brasileira, nos bairros, nos distritos, nos municípios, nos estados e em todo o território nacional, não está nada organizada. Ao contrário, a sociedade brasileira é mantida propositadamente DIVIDIDA há séculos, mercê da ação maquiavélica dos atuais governantes e de seus antecessores.

E agora, essa estória de que alguns movimentos sociais com lideranças cooptadas pelo governo, mamando em cargos públicos ou em dinheiro de projetos oficiais, teoricamente representando a sociedade brasileira, já teriam levado às autoridades do governo as reivindicações das ruas, isso é só mais uma parte dessa grande mentira.

Por que? Porque estamos a pouco mais de um ano de uma eleição presidencial e esse papo de plebiscito para reforma política inventado por quem quer se manter no Poder a custa da manutenção da desorganização da sociedade; ou mesmo nessa súbita aprovação da lei de um projeto de lei para transformar corrupção em Crime Hediondo desengavetado rapidamente agora pelo Senado, ou, ainda, na “coincidente” primeira determinação de prisão de um Deputado inventada pelo Supremo Tribunal, tudo no mesmo dia, não passam de mais uma tentativa de manipulação das massas pela propaganda política, por parte daqueles que querem continuar dominando, nos fazendo acreditar que está tudo bem, que o povo pode voltar vitoriosos para casa, pois já conseguiu tudo que foi às ruas pedir.

Se você acredita que o povo conseguiu o que foi às ruas pedir, você deve acreditar, também, que era melhor ser português fedido do que brasileiro cheiroso, antes dessa praga da dominação dos homens de mão grande aportar definitivamente por aqui.

A verdade é que o povo foi às ruas mostrar sua indignação com a bandalheira da corrupção que está corroendo as estruturas democráticas e republicanas brasileiras. Foi o IBOPE que pesquisou a motivação dos manifestantes nas ruas das cidades brasileiras nestas gigantescas mobilizações na chegada do inverno de 2013 e concluiu que 65% dos manifestantes brasileiros cidadãos e cidadãs, foram às ruas para protestar contra a corrupção.

Então, povo do Palácio do Planalto, povo do Congresso, povo do STF, não achem que esse outro povo, nós aqui, que os assistimos pela televisão, somos um bando de otários manipuláveis o tempo todo. De fato, ainda há muitos deficientes visuais entre nós, mas agora milhões a menos do que há duas semanas atrás.

Portanto, tratem de ouvir logo o povo que luta contra a corrupção ou sua credibilidade vai continuar despencando se continuar associada àqueles que continuam dividindo para governar e tentando tirar proveito das legítimas manifestações da indignação popular contra a bandalheira da corrupção.

Ouça agora dona Dilma, depois pode ser tarde!

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Se a corrupção é o mau, o EPOCC é o remédio!
www.qualicidade.org.br/plip-epocc

Se a desorganização social é o mau, a ADPF-196 é solução!
www.qualicidade.org.br/adpf-196

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