ABC na contramão do Protocolo de Quioto

Segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente do Estado publicados em 2008 no Jornal O Estado de São Paulo, 60% dos 38 milhões de toneladas de Dióxido de Carbono CO2 (o mais potente gás do efeito estufa), emitido no Estado são provenientes de apenas cinco conglomerados industriais sendo que dois deles estão instalados aqui no ABC: a Refinaria de Capuava e o Pólo Petroquímico.

Com base nessas informações é possível estimar-se que as emissões da Quattor de propriedade do carioca Frank Geyer e seus sócios minoritários, empresa esta que reuniu em uma só as principais indústrias do Pólo Petroquímico, mais a Refinaria de Capuava (RECAP) são as responsáveis por algo em torno de 1/4 de toda a emissão do gás estufa em São Paulo, e isso somente sobre o ABC. Portanto, são aproximadamente 10 milhões de toneladas ano de CO2, sem contar os outros gazes tóxicos e detritos lançados na atmosfera local por essas mesmas empresas, os quais ainda não foram devidamente aferidos para uma necessária, e obrigatória, comunicação de risco à população.

Portanto, com a Quattor investindo em 2009 mais de cinco Bilhões de Reais, com dinheiro do PAC, na ampliação da sua capacidade de produção aqui no ABC e, segundo consta, pouco ou nada fazendo para diminuir riscos de explosões, incêndios e emissão de poluentes, continuamos caminhando na mais absoluta contramão do Protocolo Internacional de Quioto, do qual o Brasil é um de primeiros signatários e que impõe a diminuição mínima de 5,2% da emissão de CO2 já entre 2008 e 2012.

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