PREGAR ÓDIO É PARA OS FRACOS!

raiva
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Todo mundo sabe que 2014 é ano da disputa eleitoral pelo Poder no Brasil. Mas será que todo mundo sabe que “Poder” é esse que faz tantos políticos, julgadores e empresários espertalhões vender até a mãe para conquistá-lo?
É muito simples. Para quem não sabe, o que realmente interessa a essa gente é o Poder da caneta que assina os cheques no montante de 1 TRILHÃO de dólares por ano, ou seja, aproximadamente 200 BILHÕES de Reais por mês. O orçamento da União.

Entretanto, é claro, esse Poder não se conquista e não se exerce sozinho e, além disso, TRÊS QUARTOS (3/4) dessa dinheirama se esvai em salários e vantagens para os agentes públicos federais do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, embora o jogo financeiro com esses valores também interesse muito aos corruptos. E, depois, o que sobra para gastar, 50 Bilhões/Mês, tem que satisfazer a certas regras (leis).

Mas isso não inibe os atuais articuladores e beneficiários dos esquemas de corrupção e desvio do patrimônio público, porque tem muita gente que sabe como burlar essas regras. Aliás, diga-se de passagem, essas regras estão aí mantidas tão somente para não prejudicar esses esquemas e impedir que a maioria deles nunca sejam descobertos pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, CGU, etc., etc., etc., e também porque, como todos sabem, essas mesmas regras servem para impedir que os autores das poucas falcatruas descobertas venham a ser devidamente processados e punidos.

Assim, é fácil de entender porque muita gente está indignada com a ação – ou seria melhor dizer: omissão – do Estado brasileiro. Pagamos 1 trilhão de dólares por ano para fazer funcionar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, mas a Justiça quando funciona, funciona mal e a impunidade prepondera; o Legislativo não funciona como representante do Povo e nem como Poder fiscal do Executivo e o Executivo, assim como o Legislativo e o Judiciário estão repletos de agentes corruptos, simpatizantes de todos os Partidos e de todas as ideologias políticas.

Portanto, essa indignação que tem atormentado o Povo brasileiro é natural e legítima nessas circunstâncias, pois temos que trabalhar quatro meses por ano apenas para pagar impostos, sabendo que três desses meses se destinam exclusivamente a pagar salários e benefícios a milhares de agentes públicos (eleitos, concursados e contratados) incompetentes, negligentes e imperitos; milhares de agentes públicos que presenciam ou participam diariamente do assalto aos cofres públicos; milhares de agentes públicos que ganham fortunas para julgar, mas que não conseguem encarcerar sequer 1% dos ladrões da Pátria; milhares de agentes públicos que tem os mais modernos e caros aparatos e equipamentos policiais, mas não conseguem garantir sequer a integridade física do cidadão na rua ou dentro de sua própria casa, etc., etc..

Tem mesmo muita coisa errada por aí para justificar essa indignação coletiva e por conta disso tem gente se valendo desta situação para tentar transformar a indignação de muitos em ódio por seus adversários nesta disputa pelo Poder.

Mas é evidente que dividir o Povo, fazendo com que uma parte da população sinta ódio pela outra e vice-versa, não vai ajudar em nada a nossa democracia, mas vai manter o Povo brasileiro bem desunido, como desunido está, propositadamente, para que a campanha fique polarizada entre PT e PSDB porque, coincidência ou não, para os grandes empresários, banqueiros, mídia e empreiteiros, tanto faz se der PT ou PSDB. Eles já sabem como “negociar” com ambos.

Portanto, esse esquema de pregar o ódio contra petralhas, tucanalhas, comunistas, fascistas, oligarquistas, etc. é o esquema que mantem o Povo distraído para um bando de vampiros espertalhões continuar sugando o nosso sangue.

E ninguém duvide que para se reverter esse quadro nacional de indignação, de forma democrática e pacífica, vai ser necessário um esforço de muita gente responsável (cidadãos e cidadãs), além, é óbvio, de muitos recursos físicos e financeiros.

A mudança de regras (leis) que o Brasil precisa, só poderá resultar de uma espécie de pacto social o que significa que muitos brasileiros precisarão descobrir e apoiar medidas legais, que já existem, capazes de resolver ou encaminhar soluções para as mais graves questões nacionais como a corrupção, a impunidade, a saúde pública, etc..

Portanto, se o que queremos é a democracia e o que precisamos é o consenso de uma maioria, devemos começar respeitando a opinião de todos os brasileiros, por mais estranhas que pareçam. Porque somente com muita dedicação, perseverança e respeito aos pensamentos alheios é que se constrói e se mantém uma verdadeira democracia. Nunca com ódio.

Ódio é para os fracos!

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