REFORMA POLÍTICA PARTICIPATIVA – INÍCIO

 

 

 

Da necessária reorganização da Sociedade

RP Participativa 01 - 01

A plataforma básica que temos como fundamental para a reforma política necessária no Brasil é sustentada por dois pilares estruturais, que aqui trataremos separadamente, buscando-se respostas a duas perguntas. Primeiro buscaremos discutir por que julgamos necessário e fundamental uma reorganização da sociedade e, depois, porque é necessário dar mais poder de decisão à sociedade.

 

 

 

Partimos da premissa de que o nosso modelo de organização social, baseado naquilo que se costuma chamar de “sociedade civil”, entendida como o conjunto das organizações de voluntários, associações, sindicatos, movimentos sociais, entidades religiosas e filantrópicas não consegue mais espelhar os anseios da sociedade brasileira, se é que algum dia conseguiu.

Prova disto é que sindicatos com centenas de milhares de filiados, não conseguem reunir mais que um punhado de gente em suas maiores mobilizações. Associações que, em sua grande maioria, são criadas e mantidas para alimentar o ego de seus dirigentes e buscar favores junto aos poderes públicos, para dirigentes, amigos e familiares, não têm, nem nunca tiveram, nem mesmo estatutariamente, foco nos problemas sociais, senão naqueles que afetam os interesses do seu próprio grupo, seus amigos, conhecidos ou fiéis.

Muitos atribuem essa falta de prestígio e descrédito nas instituições da sociedade à uma percepção de que, assim como nas escolas de samba, verdadeiras máfias dominam os maiores sindicatos e associações do país.

Fato é que no nosso atual modelo de sociedade civil, salvo raríssimas exceções, não há organizações que se prestem a defender e a lutar para resolver os problemas mais imediatos dos cidadãos e cidadãs comuns, ou ao conjunto deles que moram numa mesma rua, numa mesma vila, num mesmo bairro e nem em uma mesma cidade.

Por isso, a proposta que queremos discutir para a reforma política parte do princípio da necessidade da reorganização da sociedade, aperfeiçoando-se o modelo existente com a adoção do padrão universal de organização social que é o padrão distrital, puro e simples.

Este modelo, o distrital, aplicado há décadas – e, em alguns casos, há séculos – com incontestável sucesso em praticamente todos os países mais evoluídos do mundo, surge como uma necessidade natural para embasar a reforma política necessária no Brasil pela sua principal característica que é a distribuição equitativa do poder eleitoral, ou poder político, porque no sistema de organização distrital da sociedade todos os distritos tem o mesmo número de eleitores e, assim, a mesma força política reivindicatória.

Simples assim porque, em geral, as pessoas não sabem definir com precisão quais as prioridades para o País, mas cada eleitor sabe, exatamente, o que falta na sua rua, no seu bairro, na sua Região. Assim, os políticos daquela localidade só têm uma chance de fazer carreira que é correspondendo aos anseios de seus vizinhos, seus únicos eleitores.
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Porque nós acreditamos que:
Se a sociedade não participar, NADA vai adiantar!

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