A limpeza pode ser impedida pelos próprios suspeitos de corrupção

Dilma RousseffA presidente Dilma Rousseff corre o risco de ficar sozinha. Ao meter a mão na cumbuca, no abelheiro, ao demitir em massa suspeitos de corrupção em seu governo, ela acabou mexendo com grandes, enormes interesses. Lideranças de partidos políticos que a apoiaram, apenas para ficar com um naco do poder e ter acesso ao dinheiro público, não vão aceitar que o Brasil caminhe para a lisura e a limpeza geral. Porque se isso acontecer, como essa gente vai enriquecer, encher os bolsos, abrigar apaniguados, repartir lucros? Se a mão firme de Dilma continuar batendo pesado, muitas mutretas, muita sujeita, muita sacanagem teria que, se não acabar, ao menos diminuir drasticamente. E isso significaria o fim de riquezas multiplicadas, de comissões escusas pagas na calada da noite, de dólar na cueca, de dinheiro podre para os partidos. O PR, primeiro alvo da Presidente, já está anunciando uma reunião para a próxima terça-feira, dia 9. Quer retaliar. Pode até cair fora da base aliada, impedir votações – mesmo que elas sejam vitais para o País – para mostrar que não aceita a intervenção de uma mulher corajosa (mas solitária), que quer acabar com a corrupção em seu governo.

Dilma teria uma chance concreta de ganhar esta batalha, se tivesse o povo ao seu lado. Mas o que faz o brasileiro comum? Se envolve em discussões sobre futebol, torce para que o bandido da novela morra; tranca-se em casa com medo de ser alcançado pela bandidagem e, pior de tudo, se cala completamente quando o assunto é uma limpeza em seu próprio país. Dilma Rousseff pode ficar abandonada. E, sem chances de reeleição, teria que entregar a candidatura ao ex-presidente Lula, que, durante todo o seu governo, não limpou coisa nenhuma. Ele voltará consagrado e Dilma ainda pode sair como vilã. Triste país…

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