A verdade: Dilma abre os cofres do Planalto para cooptar base aliada

Fonte Globo, Bom Dia Brasil Edição do dia 17/08/2011

Dilma abre Palácio do Planalto para conversar com aliados insatisfeitos

Nova postura não evitou que o PR assumisse discurso de independência, por achar que pagou sozinho, até agora, pelas denúncias de corrupção.

Em Brasília, o governo se reúne pelo segundo dia com partidos aliados que andam insatisfeitos. Nesta terça (16), veio a primeira promessa da presidente de liberar dinheiro para as emendas parlamentares. Recursos que estavam bloqueados e podem melhorar o diálogo com o Congresso.

Era tudo o que os aliados queriam ouvir da presidente, que agora parece que abriu diálogo com os parlamentares. Abriu o Palácio do Planalto para conversar. Uma mudança que não conseguiu evitar que o PR, o Partido da República, assumisse o discurso de independência. Magoado, o partido acha que pagou sozinho até agora pelas denúncias de corrupção no governo.

Foi dada atenção especial para os aliados que andaram se queixando da falta de diálogo com o governo. A presidente Dilma Rousseff recebeu na noite de terça-feira (16) o PSB, o PDT e o PC do B no Palácio do Planalto para uma conversa.

“Teve sopinha, teve salgadinho. Foi uma reunião não só produtiva politicamente, mas uma reunião que teve, inclusive, uma leveza”, comentou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

“Tivemos um debate sobre a política, sobre a relação com o Congresso, a relação com governadores e prefeitos. Com certeza, essa relação vai melhorar”, acredita o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que também é presidente do PSB.

O resultado das primeiras conversas foi uma promessa. O governo diz que vai começar ainda este mês a liberar as emendas parlamentares. A demora na liberação desse dinheiro era uma das principais reclamações dos aliados.

Resolvida a crise política? Não com o PR. Atingido pelas denuncias de corrupção no Ministério dos Transportes, o partido anunciou que vai ser independente no Congresso. “Não é aceitável que sejamos tratados como aliados de pouca categoria, fisiológicos e oportunistas sem compromisso nem história em comum com o governo que aí está”, declarou o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (PR-AM).

São 41 deputados e sete senadores que deixam de ter o compromisso de votar com o governo.
Mas o líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), acha que essa mágoa pode ser passageira.

“Nós vamos discutir, vamos trabalhar e politicamente tudo é possível. Eu tenho convicção de que vamos conseguir trazê-los de volta para nossa base”, disse o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado.

Ainda em seu discurso, o presidente do PR, Alfredo Nascimento, disse que o partido vai entregar todos os cargos que ocupa no governo. Entre os que devem deixar os cargos, não está o ministro dos Transportes Paulo Passos. Embora filiado ao PR, o partido o trata como escolha pessoal da presidente Dilma Rousseff.

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