Antônio Albuquerque é indicado pela Policia Federal por corrupção eleitoral

Corrupção eleitoral. Esse foi o motivo do indiciamento do deputado e vice-presidente da Assembleia Legisaltiva de Alagoas Antônio Albuquerque (PT do B). Ele foi ouvido pela Polícia federal na manhã desta terça-feira (16) e saiu da Superintendência sob a acusação de ter contratado cabos eleitorais para comprar votos nas eleições do ano passado. Ele negou ter cometido o crime.

Antônio Albuquerque foi indiciado pelo delegado Felipe Correia, que está, interinamente, à frente da Delegacia de Segurança Institucional da PF de Alagoas.

De acordo com a polícia, as investigações contra o referido parlamentar começaram na época das eleições de 2010, depois que duas mulheres foram presas, na véspera do pleito, com uma grande quantidade de dinheiro. Um mandado de busca e apreensão foi expedido pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas Manoel Cavalcante para que a Polícia Militar fosse até a residências das suspeitas. O dinheiro foi encontrado em posse delas e as duas foram detidas na ocasisão. Após prestarem depoimento, as autoridades policiais descobriram a ligação das duas com Antônio Albuquerque.

Acusados negaram tudo

Em depoimento a Felipe Correia, Antônio Albuquerque negou que tenha cometido crime de corrupção eleitoral. As duas mulheres, que também foram indiciadas, prestaram depoimentos semelhantes e disseram que o dinheiro não tinha a finalidade da compra de votos.

Todavia, segundo o Ministério Público Eleitoral, que requisitou a instauração do inquérito, cada voto seria comprado pelo valor de R$50,00. Após as investigações, a Polícia Federal decidiu indiciar os acusados porque também entendeu que ficou configurada a prática do crime eleitoral.

Antônio Albuquerque foi reeleito, no pleito de 2010, com 43.304 votos, o que representou 3.09% das votos válidos das eleições do ano passado. Ele foi o terceiro deputado estadual mais votado, perdendo apenas para Joãozinho Pereira (PSDB) e Isnaldo Bulhões (PDT).

Outras acusações

Há dois anos o Ministério Público Estadual denunciou o deputado e vice-presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas Antônio Albuquerque pela autoria intelectual do assassinato do cabo Gonçalves, que ocorrera no ano de 1996 nas proximidades de um posto de combustíveis na Via Expressa. Entretanto, ele ainda não foi pronunciado pela Justiça, apesar de já ter sido preso, em meados de 2008, quando da Operação Ressugere, desencadeada pelas polícias de Alagoas.

A operação ‘Taturana’, comandada pelo delegado Janderlyer Gomes – que atualmente ocupa a função de delegado de Combate às Organizações Criminosas da PF do estado do Piauí- , realizada em 06 de dezembro de 2007, também teve como alvo o então presidente da Casa de Tavares Bastos, à época. A ação policial ficou marcada na história política do Estado porque mostrou deputados presos, algemados, encarcerados na Polícia Federal e advogados num entra-e-sai da PF sem precedentes.

No inquérito, que apurou o desvio de quase R$ 280 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa, 18 deputados e ex-parlamentares foram indiciados. Todos foram acusados por formação de quadrilha e crimes contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro. Antônio Albuquerque foi considerado o ‘líder’ da suposta quadrilha.

Resposta

Em resposta, a assessoria de comunicação do deputado encaminhou uma nota à imprensa afirmando que Albuquerque ‘está tranquilo’ e que irá provar sua inocência. Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Albuquerque está tranquilo e garante que vai provar sua inocência

Contribuir com o trabalho realizado pela Justiça e pela Polícia Federal. Foi com este objetivo que o deputado estadual Antonio Albuquerque (PTdoB) compareceu nesta terça-feira (16), à sede da Polícia Federal.

Ele prestou esclarecimentos com relação a um suposto envolvimento com compras de voto. Segundo o advogado Marcelo Brabo Magalhães, Albuquerque está tranquilo.

“Temos a convicção de que será provada a inocência do deputado, para, em seguida, adotarmos as providências legais e pertinentes contra quem de direito, visando, assim, a preservação e restabelecimento de sua imagem, conceito, honra e nome”, disse Brabo.

O advogado lembrou, ainda, que seu cliente não têm bases eleitorais ou trabalhos na capital do Estado e que sequer praticou atos de campanha nesta cidade. “Os votos que têm em Maceió são votos de amigos, parentes e simpatizantes”, explicou.

Marcelo Brabo concluiu dizendo seu cliente não adota a prática de compra de votos, não comunga e que sempre repugnou esse tipo de procedimento ao longo da sua vida parlamentar.

“Ele não praticou qualquer ato dessa natureza e tampouco consentiu com a sua pratica, sequer tendo conhecimento sobre o mesmo, só vindo a saber de sua existência na data de hoje, não podendo, assim, ser responsabilizado por eventual ato de terceiro, com o qual não consentiu, muito menos se beneficiou”.

Fonte: Gazeta Web

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Uma resposta a Antônio Albuquerque é indicado pela Policia Federal por corrupção eleitoral

  1. Hilton Rabello disse:

    Pense nos milhões que os políticos embolsam, na roubalheira descarada, na safadeza e na falta de punição desses bandidos ricos.
    Pense: as eleições resolvem alguma coisa? A troca de gerentes no Estado brasileiro (Lula, FHC, Itamar, Collor, Sarney, etc.), deputados, senadores, melhorou alguma coisa em sua vida e na vida do povo? Vota é na verdade uma grande mentira. Olhe a nossa Casa do povo aí.

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