BASTA DE TANTA POLITICAGEM E IMPUNIDADE!

Urna-04---menorO que nos surpreende ao analisarmos essas eleições não é a facilidade maior encontrada pelo eleitor para votar, até nos confins do planeta, mas o fato desta maior facilidade não ter resultado em uma maior votação nos Partidos e nos candidatos.

Ao contrário, o grupo de pessoas que se opõe aos grupos dominantes destes Partidos, votando em branco, nulo ou simplesmente não comparecendo a uma Secção eleitoral por livre arbítrio, cresceu em mais de 5 milhões este ano, atingindo quase 30% do eleitorado, contra 26,7% nas eleições anteriores.

Hoje, mesmo se descontássemos alguns milhões destes quase 40 milhões, atribuíveis a possíveis erros na hora de digitar, ou a abstenção por impedimento físico de força maior, ainda assim seria realístico concluir que ao menos um em cada quatro brasileiros protestou desta forma nas eleições de 2014, mandando um vibrante recado aos Partidos e aos candidatos em disputa, contra o próprio sistema eleitoral e opções oferecidas.

Uma multidão de cidadãos e cidadãs brasileiras dez vezes maior do que a soma de todos aqueles que saíram às ruas em várias cidades do País para protestar sua indignação contra a corrupção e a impunidade na chegada do inverno de 2013.

Um gigante desconjuntado, mas que em alto e bom tom disse NÃO a todas as opções do primeiro turno. Quase o mesmo número de pessoas que votaram na Dilma e mais de 5 milhões do que as que votaram em Aécio.

Em defesa da verdade, uma avaliação política isenta quanto ao resultado das eleições de 2014 não pode deixar de destacar o fato de que o segundo maior grupo de brasileiros e brasileiras a se posicionar em relação à disputa presidencial é o bloco destes cidadãos e cidadãs que se manifestaram descontentes ou indignados com todos os políticos e mesmo com a política apresentada, votando em branco, nulo, ou voluntariamente se abstendo de comparecer para votar.

Mas parece que ninguém está querendo escutar essas pessoas. O próprio Tribunal Superior Eleitoral atesta e a mídia confirma que a opinião delas não vale nada e, por isso, a opinião desses 40 milhões de brasileiros e brasileiras não podem ser computada na avaliação que a “Justiça” brasileira faz da vontade popular, justamente na hora da sociedade escolher os seus caminhos…. E chamam a isso de democracia.

Sabe por que razão?

Talvez porque a desconsideração deste resultado, mais que significativo, ajude a sociedade a acreditar que protesto não vale nada com o que, ficaria ainda mais fácil mantê-la refém dos interesses políticos e econômicos na condução dos processos eleitorais, missão esta cuja chefia este ano foi confiada ao Ministro Dias Toffoli.

Contudo, é bom não perdermos de vista o fato de que ninguém vai conseguir calar para sempre esses 40 milhões de brasileiros e brasileiras que estão a um passo de se unir e mais cedo, ou mais tarde, esse mascaramento de resultado das eleições no Brasil vai cair e a opinião de todos, finalmente, será ouvida.

Se esse dia já tivesse chegado, esse gigantesco protesto que marcou as eleições de 2014 imporia um novo dilema a ser dirimido pela sociedade através do sufrágio em 2º turno: Ou votar na Dilma e deixar tudo como está, ou partir para formatação de um novo pacto social com a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Mas, infelizmente, como ainda não atingimos este estágio da evolução democrática e não pregaremos a desobediência civil, continuamos a defender a anulação do voto no 2º turno como forma de protesto, mas com a ressalva que também vemos o voto em branco e a abstenção, como boas formas de se dizer:

BASTA DE TANTA PICARETAGEM E BASTA DE IMPUNIDADE!

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