Casos de corrupção no Brasil não serão abraçados por Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff disse, em entrevista à revista Carta Capital, publicada nesta sexta-feira, que “não abraçará” casos de corrupção, após denúncias de irregularidades atingirem os ministérios dos Transportes, da Agricultura, das Cidades e do Turismo.

“Não acho que o governo deva abraçar processos de corrupção. Por razões éticas, mas também por conta de outro fator: um governo que se deixa capturar pela corrupção é altamente ineficiente”, disse.

Uma reportagem da revista Veja do início de julho afirmou que integrantes do Partido da República haviam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras dentro do Ministério dos Transportes. O negócio renderia à sigla até 5% do valor dos contratos firmados pelo ministério sob a gestão da Valec (estatal do setor ferroviário) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Caíram importantes nomes, como o ministro Alfredo Nascimento e o diretor do Dnit Luiz Antonio Pagot.

Em outra reportagem da revista Veja , o ex-diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, acusou a entidade subordinada ao Ministério da Agricultura de dilapidar o patrimônio público por meio de operações imobiliárias fraudulentas com o objetivo, entre outros, de repassar aos padrinhos políticos dos diretores terrenos a preços abaixo do valor de mercado. Conforme o denunciante, empresas de amigos e financiadores de campanha eram os favorecidos, e o caso teria aval do ministro Wagner Rossi, que negou a acusação. O secretário-executivo Milton Ortolan pediu demissão após suspeitas de que ele tinha relações com o lobista Júlio Fróes, que atuaria dentro da pasta. Conforme a publicação, o lobista prepararia editais, analisaria processos de licitação e cuidaria dos interesses de empresas que concorrem às verbas. Ao pedir demissão, Ortolan negou ter qualquer relação com Fróes.

Segundo reportagem da revista Istoé, no ano passado, o secretário nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, também trabalhava como tesoureiro nacional do PP, arrecadando recursos para financiar a campanha do partido. Porém, de acordo com o ministro, Mário Negromonte, o secretário deixou a tesouraria da legenda ao assumir o cargo, em 2010. A matéria disse que o ministério teria liberado pagamentos irregulares em favor de três empreiteiras que doaram mais de R$ 15 milhões ao PP nas eleições de 2010. Conforme a Istoé, as obras teriam sido consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Por último, no caso do Ministério do Turismo, as investigações que levaram à prisão diversas pessoas começaram em abril, após um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). A Polícia Federal informou que as estimativas são de que dois terços do convênio de R$ 4,4 milhões tenham sido desviados. A proposta era capacitar 1,9 mil pessoas no Estado do Amapá.

Fonte: TERRA

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