Corrupção atinge o sexto Ministro

O ministro brasileiro do Trabalho, Carlos Lupi, que enfrentava acusações de corrupção, demitiu-se e vai ser substituído interinamente pelo secretário executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto.

Lupi, que é presidente do Partido Democrático Trabalhista, cargo de que se afastara temporariamente para ocupar a pasta do Trabalho, antecipou-se à decisão que a presidente Dilma Rousseff já tinha tomado e que seria anunciada na manhã de ontem durante uma reunião.

Para evitar ser demitido, o ministro dirigiu-se à residência oficial da presidente, assim que Dilma Rousseff chegou a Brasília depois de uma viagem à Venezuela, e apresentou a demissão.

Acusado de ter usado aviões particulares pagos por empresários com negócios relacionados com a sua pasta e de ter ocupado ilegalmente, durante anos, diversos empregos públicos – situação que a lei brasileira proíbe –, Carlos Lupi sempre respondeu às denúncias com uma postura de confronto e de desafio, e afirmou que apenas abandonaria o cargo “abatido à bala”.

Num outro momento insólito, durante um discurso em pleno Congresso Nacional, o governante pediu desculpas à presidente Dilma pela agressividade de algumas declarações – e disparou: “Eu te amo!”

Com a demissão de Carlos Lupi, são já sete os ministros de Dilma que não chegam sequer a completar o primeiro ano de mandato, sendo que seis deles caíram por acusações de corrupção.

Antes de Lupi, já tinham deixado o governo António Palocci, da Presidência, Alfredo Nascimento, dos Transportes, Pedro Novais, do Turismo, Wagner Rossi, da Agricultura, e Orlando Silva, do Desporto, todos acusados de irregularidades. Nelson Jobim, da Defesa, também saiu, por criticar o próprio governo.

FUNCIONÁRIOS SUSPEITOS DE DESVIAR MILHÕES

Oito pessoas, entre elas cinco auditores do Fisco, foram detidas e acusadas de se terem apropriado de 834 milhões de euros de dinheiro público. Segundo a polícia, os fiscais, que trabalhavam na delegação do Fisco em Osasco, vizinha a São Paulo, contactavam os donos de empresas com grandes dívidas fiscais e exigiam entre 42 mil e 250 mil euros para apagarem os débitos. Na casa dos suspeitos foram encontrados mais de cinco milhões de euros em dinheiro vivo não declarado.

Fonte: Correio da Manhã

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