Corrupção corre solta, sem pudor e sem temor

Nunca antes neste país a corrupção correu tão solta por ministérios e órgãos de governo como hoje, sem pudor, sem temor. Não é segredo que a tomada do poder político por militares em 1964 foi uma ação para combater a corrupção e a subversão. Os militares, desde os primeiros dias no governo, cuidaram de afastar os subversivos, mas pouco fizeram contra os corruptos, que, como o avestruz, enfiaram a cabaça na areia e esperaram a tempestade passar. Sem habilidade e sem preparo para tratar com ardilosos corruptos, os militares ocuparam-se de neutralizar os comunistas e os subversivos. Os corruptos deram um passo atrás e se prepararam para retornar ao campo de ação. Os militares não acabaram com a corrupção, que era camuflada, porém sofisticada. No governo dos militares, o rígido cumprimento do princípio do chefe e o controle dos meios de comunicação fizeram com que os comandantes subestimassem os corruptos. Alguns entre os mais espertos enriqueceram no tempo da ditadura. Outros se locupletaram com os incentivos fiscais lançados no tempo do “Milagre Brasileiro”; alguns deitaram e rolaram. A inflação camuflou a corrupção que criou novos ricos apesar da repressão. A corrupção não acabou. Com o advento da democracia, apareceram os negócios especiais que cresceram como cogumelo no verão. Na era atual, o deslumbramento foi o Mensalão; depois as consultorias. Agora se destacam promoções recreativas.

Ônus pesado

No Brasil, os cidadãos pagam quase 35% do PIB em Impostos por ano. Mesmo assim, os caboclos da classe média são obrigados a pagar escola particular para os filhos, plano de saúde e gastar com equipamentos de segurança. Gastam com veículos coletivos por falta de bom transporte coletivo para locomoção obrigatória. E ainda pagam maracutaias.

Cidadania

O Estado brasileiro preocupa-se minimamente com os cidadãos. Os partidos políticos que crescem como cogumelos no verão só pensam em controlar um Ministério a fim de sugar dele recursos que sirvam para financiar a reeleição de seus quadros mais subservientes. A preocupação com futebol e amenidades rende dividendos eleitorais.

Liberdade

O combate ao tráfico de drogas no Brasil não acaba porque a sociedade democrática consome o que quiser, quando e onde estiver. A liberdade é total no Brasil. Talvez, por causa dessa ampla liberdade, a educação passou a ser um produto de segunda categoria e, por esta razão, dispensável. Educar o povão para pensar é crime inafiançável.

Fonte: Correio de Uberlândia

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