Corrupção no Brasil durante o governo Dilma Rousseff

Não confundir Dilma com o PT, mas a corrupção no governo federal, de Lula para cá, tornou-se quase epidêmica. Veja: em apenas 6 meses de gestão, Dilma já viu pipocar escândalos envolvendo Casa Civil da presidência, Ministério dos Transportes, Ministério das Cidades e, se comprovada a mais recente denúncia de Oscar Jucá (irmão do líder governista no Senado Romero Jucá) também Ministério da Agricultura.
É barulho demais para tão pouco tempo. O PT nasceu inspirado na ética e na moralidade, mas com o gene da bandalheira na constituição de muitos de seus integrantes. Demais, recebeu e ainda recebe transfusão de sangue impuro drenado pelas alianças promíscuas. Em nome da governabilidade, Lula costurou acordos de toda ordem, conferindo 100% da atenção aos interesses do governo, e nenhuma à decência administrativa. O resultado foi desastroso, a começar pelo mensalão, um esquema devasso que, em troca de voto para aprovar projetos do Planalto, irrigava a conta de congressistas com dinheiro público lavado.
Se o brasileiro se preocupasse com corrupção – pelo menos situando-a acima da comodidade financeira – o PT já teria sido apeado do poder por ruidosas manifestações de rua. Foram muitos os escândalos, os desvios de recursos públicos, as falcatruas dentro dos ministérios e de empresas e órgãos da administração indireta, mas nenhum dos casos foi tão escabroso, tão deletério e tão afrontoso quanto o da compra de votos no Congresso.
É uma lástima ter que admitir, mas Lula permitiu, lúcido e omisso, que a bandalheira se institucionalizasse no governo; que a improbidade brotasse e se alastrasse com a velocidade de uma erva daninha adubada e regada com rigorosa assiduidade. Os escândalos atuais nada têm a ver com Dilma, são reflexos do modelo permissivo cultivado nos últimos 8 anos. E só por isso há alguma razão para se confiar no futuro, pois Dilma se diferencia de Lula no essencial: a formação de técnica em contraposição ao perfil de militante político do ex-presidente.
O PT demorou a chegar ao poder, mas chegou como um famélico, ávido por transformar cargos em fontes de enriquecimento. As formas de consegui-lo foram tantas e de tal forma matreiras e engenhosas, que fariam enrubescer um Filipeta ou um Rocambole. Ao sentir que o povo só queria saber de frango na mesa, ao perceber a indiferença nacional com os recursos do Erário, os petistas se viram livres para bordar e cozer. Exatamente por isso – e não pela lógica malandra de Lula – a Polícia Federal bateu recordes de operações e prisões de 2003 para cá. Foram tantos os escândalos, tantos os atos de corrupção, que a PF teve de batizar cada uma das operações, para distingui-las. De modo que, enquanto houver dinheiro em caixa, muito dinheiro – não esquecer que o Brasil lidera o ranking de arrecadação de impostos no mundo – a sede dos petistas jamais será saciada.

Em tempo: este comentário foi escrito antes da prisão do secretário-executivo do Ministério do Turismo, o mais um escândalo de desvio de dinheiro público no governo Dilma.

Fonte: Primeira Edição

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