Dilma diz que governo não vai abraçar nenhum caso de corrupção

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (2), após o lançamento do “pacote de bondades” para a indústria Brasil Maior, que seu governo vai combater a corrupção sistematicamente e não vai abraçar nenhum caso.

– Nós combatemos sistematicamente. O governo não vai abraçar nenhum caso de corrupção, mas também não irá se pautar por medidas midiáticas de combate a corrupção. Nós combateremos efetivamente.

O Ministério dos Transportes vive uma “faxina” há um mês após as denúncias de corrupção e superfaturamento de obras em órgãos como o Dnit (responsável por rodovias) e Valec (que cuida das ferrovias).

Nesta terça-feira (2), mais sete foram exonerados da pasta. As denúncias afastaram o então ministro Alfredo Nascimento (PR-AM), que hoje retorna ao Senado, onde deve fazer um pronunciamento para responder as acusações.

A expectativa é que Nascimento, que é presidente do PR, faça um discurso com tom conciliador com o governo. No entanto, ele deve defender a legenda e se alinhar ao líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), que pede coerência à presidente Dilma Rousseff na hora de afastar servidores de outras legendas que estejam envolvidos em denúncias de corrupção.

O PR segue à frente dos Transportes, sob o comando do ministro Paulo Sérgio Passos. Secretário-executivo de Nascimento, Passos sofria resistência na legenda, mas foi efetivado no cargo após decisão de Dilma.

Congresso

Após duas semanas de imobilidade por conta do recesso, os deputados e senadores de oposição ao governo voltam ao Congresso nesta semana dispostos a desgastar a imagem do governo, amparados em diversas denúncias de corrupção.

A partir desta terça-feira (2), líderes do PSDB, PPS e DEM começam a protocolar uma avalanche de requerimentos. Querem convocar cinco ministros do governo para depor nas comissões e obter explicações de órgãos de investigação e fiscalização.

No Senado, já há pedidos prontos para obrigar a depor os ministros Paulo Sérgio Passos (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Mário Negromonte (Cidades), Edison Lobão (Minas e Energia) e Afonso Florense (Desenvolvimento Agrário).

Na Câmara, os tucanos querem uma audiência pública conjunta com membros da Polícia Federal, PGR (Procuradoria-Geral da República), Ministério Público do Distrito Federal, TCU (Tribunal de Contas da União) e CGU (Controladoria-Geral da República). O objetivo é que falem como andam investigações sobre supostas irregularidades e denúncias de corrupção surgidas nas últimas semanas.

O discurso é em prol da moralidade e da obrigação do governo em estender a faxina iniciada no Ministério dos Transportes, após denúncias de corrupção. Paralelamente, líderes no Senado tentam colher mais quatro assinaturas para instalar uma CPI da Corrupção, que apuraria todas as irregularidades denunciadas.

Fonte: R7

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