Em Campinas prefeito nega esquemas de corrupção

Prefeito de campinas

O prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), se defendeu das acusações dos vereadores que integram a Comissão Processante (CP) que pode culminar com o seu impeachment na próxima semana, em entrevista coletiva no final da manhã desta sexta-feira. A sessão de leitura do processo com 1,4 mil páginas começa às 9h da próxima terça-feira e a votação pode ocorrer na sexta.

“Desde o momento que assumi eu não sabia de nada”, disse Vilagra sobre a questão do seu provável envolvimento em corrupção. Abatido, chegou com atraso de quase meia hora acompanhado dos dois advogados de defesa das áreas civel e criminal.

Falou por poucos minutos e fez um pequeno balanço dos trabalhos realizados em sua gestão e as metas para até o final deste e o próximo ano. “Meu compromisso com Campinas é até 31 de dezembro de 2012, tenho certeza que serei absolvido pois nada ficou provado contra a minha pessoa.”, disse. O prefeito comentou que não reconhece a alegação da CP que vê quebra de decoro em seus atos.

De acordo com a CP, Vilagra tem responsabilidade nas ações do governo em situação quando era vice-prefeito e substituiu o então prefeito Hélio de Oliveia Santos (PDT), que foi cassado por outra CP por improbidade administrativa. Segundo a comissão, Vilagra sabia das ações de desvio de dinheiro dentro do governo e não fez nada para impedir que tal ocorrência continuasse.

Vilagra disse que o delator do esquema de corrupção, o ex-presidente da Sociedade Abastecimento e Saneamento de Águas (Sanasa), Luis Castrillon de Aquino, teria se beneficiado da delação premiada para sair ileso do processo. “Ele roubou dinheiro público e fez delação premiada se beneficiando com isso”, afirmou. “Essa é uma acusação mentirosa, ele (Aquino) que devolva o dinheiro que roubou de Campinas.”

O prefeito disse que não sabia de nada e desconhecia qualquer fato. “Eu desconheço qualquer tipo de coisa. Desde o primeiro dia eu não vi nada”, afirmou. O advogado Hélio Silveira desqualificou a CP que, em sua visão, não apresenta provas que responsabilizem o seu cliente. “Não há provas concretas contra Vilagra. A CP não se deu ao trabalho de estabelecer a questão do contraditório”, ressaltou.

Quanto à prisão de Vilagra, por 22 horas, Silveira disse que foi apenas para preservar as investigações. “E a CP toma isso como verdade. Demétrio sequer foi investigado.”analisou. “A comissão, aliás, usa um “juridiquês” antigo, uma situação quase esquizofrênica”.

Fonte: Terra – Notícias

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