Fiscais suspeitos de corrupção na Prefeitura deixam a cadeia

Prisão temporária venceu nesta sexta-feira e promotor não quis pedir conversão em preventiva.

LIBERAÇÃO DOS ACUSADOS ENVOLVIDOS NO ESQUEMA DE DESVIO SOBRE SERVIÇOS DA PREFEITURA DE SÃO PAULO.

Os servidores públicos Eduardo Horle Barcellos, Carlos Augusto di Lallo do Amaral e Ronilson Bezerra Rodrigues deixaram, no começo da madrugada deste sábado (9), o 77º Distrito Policial (Santa Cecília). Eles estavam presos desde o último dia 30, suspeitos de integrar um grupo de funcionários que cobrava propina de construtoras para liberar documentação após as obras.

O esquema pode ter faturado R$ 500 milhões, segundo o Ministério Público. A prisão temporária dos três venceu nesta sexta-feira e o Ministério Público decidiu não pedir a preventiva — por tempo indeterminado.

O promotor Roberto Bodini disse que quer analisar novas provas antes de oferecer a denúncia. A Prefeitura informou que eles foram suspensos de suas funções por 120 dias.

O mesmo já havia acontecido com o fiscal Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, solto no começo da semana, após concordar colaborar com as investigações. Ele foi o único beneficiado com a delação premiada.

Nesta sexta-feira, o prefeito Fernando Haddad disse que há suspeitas de que alguns dos servidores investigados possam ter envolvimento também com fraudes no IPTU e na dívida ativa do município.

— Estamos investigando possíveis fraudes no IPTU. Há denúncias de mudança cadastral no IPTU para que a pessoa pague menos. […] Não sabemos se são as mesmas pessoas. No IPTU, certamente há envolvimento de parte deles [servidores suspeitos], mas na dívida ativa não sabemos se outros órgãos podem estar envolvidos.

Fonte: R7

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