Frente de apoio para combater a corrupção é criada no Senado

O ministro do Turismo vai nesta terça (16) ao Congresso para falar, pela primeira vez, das denúncias de desvio de dinheiro público.

O ministro do Turismo vai nesta terça-feira (16) ao Congresso falar pela primeira vez sobre as denúncias de desvio de dinheiro público no ministério. O clima é tenso. As votações estão paradas, e os partidos aliados andam insatisfeitos.

Um dos partidos aliados, o Partido da República (PR), pode deixar nesta terça (16) a base governista. O partido entregaria os cargos que ainda tem no governo. O PR é um dos partidos que perderam cargos por causa das denúncias de irregularidades.

Já um grupo suprapartidário de senadores lançou uma frente de apoio à presidente Dilma Rousseff para que ela continue no combate à corrupção. A presidente também quer o apoio dos partidos para enfrentar a crise econômica internacional.

Na reunião com líderes do PT e PMDB, a presidente Dilma Rousseff pediu mais união aos dois maiores partidos de sustentação do governo e prometeu conversar com os outros aliados. “A expectativa é que se crie um vínculo maior dos partidos com o governo e com a própria presidenta”, afirmou o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Para os insatisfeitos com as demissões nos ministérios dos Transportes e Turismo, outro recado: mais cedo, em uma solenidade no Planalto, a presidente Dilma Rousseff disse que vai continuar punindo irregularidades. Ela falou em combater abusos, em uma referência indireta a atuação da Polícia Federal na prisão de suspeitos de desvio de dinheiro no Ministério do Turismo.

“Onde ocorrerem malfeitos, onde o crime organizado atuar, nós iremos combater com firmeza, utilizando todos os instrumentos de investigação e punição de que o governo dispõe. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para coibir abusos, excessos e afrontas à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado”, declarou a presidente Dilma Rousseff.

O uso de algemas e o vazamento de fotos também foram criticados no Congresso, mas o que chamou a atenção foi um movimento criado por senadores independentes. Eles até assinaram pedidos de CPI contra o governo, mas dessa vez se uniram para defender as ações da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção.

“Nós estamos ao lado dos gestos da presidenta no momento em que ela faz o ato de demissão das pessoas sob suspeição”, afirmou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

“Presidenta, apure o que tem de ser apurado. Não há nenhuma chantagem em cima da senhora para parar o que está fazendo. Continue”, disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

Já na Câmara o clima é outro. Deputados continuam reclamando da demora na liberação do dinheiro do orçamento para projetos defendidos por eles nos estados. “Não estou pedindo nenhum favor, nenhuma concessão de governo. É o cumprimento de uma lei orçamentária aprovada pelo Congresso nacional”, defendeu o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), líder do PMDB na Câmara.

Mas o líder do governo, senador Romero Jucá, informou na noite de segunda-feira (15) que a ministra Ideli Salvatti, de Relações Institucionais, ainda não sabe quanto o governo vai liberar para as emendas parlamentares até o fim do ano.

Fonte: Primeira Edição

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