Marina condena atos de black blocs, defende imprensa e diz que corrupção é ‘problema nosso’

Ex-senadora, porém, criticou governo do Rio de Janeiro pela maneira de conter manifestações.

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Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a ex-senadora, ex-ministra e possível candidata ao Palácio do Planalto em 2014 Marina Silva (PSB) condenou o uso da violência pelos “black blocs” para defender suas causas nos últimos protestos.

Marina defendeu a atuação da imprensa e disse que a corrução é um problema crônico brasileiro — e não apenas de um determinado partido político. Ela destacou a “cultura de paz”, proposta pela Rede Sustentabilidade, para o cidadão, para a polícia e para uma vida digna aos brasileiros.

— Não acho que as atitudes autoritárias ajudam a resolver o problema. Uma boa parte das pessoas que defende como ideologia sua manifestação política não contribui para os objetivos a que se propõe. [Porém,] não acho que a forma com que estão lidando com esse fenômeno é a forma mais adequada, sobretudo por parte do governo do Rio de Janeiro. Eu não defendo a violência para nenhum tipo de gente.

Ao contrário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que critica o posicionamento da imprensa brasileira, a ex-senadora preferiu adotar um discurso “morno” sobre o tema e defendeu os meios de comunicação.

— Não acho que deva ter controle [da imprensa] porque uma das coisas que ajuda a própria democracia é a liberdade de expressão. Acho que a imprensa dá uma grande contribuição para várias questões, como na minha área [desenvolvimento sustentável].

Questionada sobre a corrupção no País, Marina afirmou que “a taxa de corrupção vai diminuir quando pararmos de nos queixar”. A ex-senadora criticou o fato de que “a população está achando que corrupção é um problema da Dilma, é um problema do PT, do PSDB, de quem quer que seja”.

— Quando a corrupção não for um problema nosso, vai ter corrupção sempre. Se a escravidão fosse um problema dos senhores de engenho, até hoje teríamos escravidão. Se a democracia fosse um problema dos militares, até hoje tinha ditadura. Se a estabilidade econômica fosse um problema do ministro da Fazenda, até hoje teríamos inflação. Se o problema social fosse só do Lula, até hoje teríamos 30 milhões na linha da miséria. Para mim, a corrupção vai acabar quando se transformar um problema nosso.

Fonte: R7

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