No Brasil corrupção garante extração ilegal de madeira

Relatório do Banco Mundial (Bird) aponta a corrupção e a não aplicação da lei florestal como os responsáveis pela extração ilegal de madeira no Brasil. De acordo com o estudo, a possibilidade de um madeireiro ilegal ser punido no Brasil, no México, na Indonésia e nas Filipinas é menor do que 0,08%.

De acordo com os pesquisadores, o Brasil apresenta uma “confusão jurisdicional”. Eles dizem que atores responsáveis pela aplicação da legislação florestal, como juízes, guardas florestais e investigadores criminais, não cooperam entre si de forma correta. “Se cada uma dessas partes tivesse uma apreciação mais detalhada do papel dos outros jogadores, a cooperação, sem dúvida, melhoraria, ajudando a remover um dos principais obstáculos à condenação: falhas de comunicação entre as várias partes do sistema”, informa o relatório.

O trabalho, que durou quatro anos, tem o seguinte título: Justiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira. “Precisamos combater o crime organizado na extração ilegal, da mesma forma como vamos atrás de bandidos organizados que vendem drogas ou de organizações criminosas”, afirma a gerente do Banco Mundial encarregada da Integridade dos Mercados Financeiros, Jean Pesme.

O estudo cita ainda casos de corrupção no Brasil envolvendo administradores locais e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Operações gigantes de extração ilegal da madeira causaram um dano estimado em US$ 500 milhões para a Floresta Amazônica”, informa o documento sobre caso registrado em 2010.

Fonte: Terra

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