Sempre nos calamos, então agora querem gerir a Amazônia.

No Afganistão foi em represária ao 11 de Setembro, no Iraque foi em defesa da humanidade contra armas de destruição em massa, na Líbia foi para derrubar um ditador sanguinolento será que na amazônia poderia ser em defesa do meio ambiente do planeta?

‘Financial Times’ diz que Amazônia deve ser mais bem gerida

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O jornal britânico “Financial Times” publicou nesta segunda-feira, 29, uma reportagem de página inteira sobre as disputas – inclusive armadas – na Floresta Amazônica.

Com o título “Uma batalha amazônica”, o texto diz que uma “gestão melhor da terra na Amazônia brasileira é uma prioridade urgente não apenas para o meio ambiente como para os 24 milhões de habitantes da região, uma mistura de índios, fazendeiros, pequenos proprietários e assalariados pobres que têm vivido em constantes conflitos há décadas”.

A reportagem não diz o que considera uma gestão melhor – nem é esse o seu objetivo. O texto afirma que o projeto de lei que suspende multas de quem desmatou a floresta até junho de 2008, a ser votado no Congresso possivelmente até o fim do ano, é um “teste” para a presidente Dilma Rousseff, que tenta manter o controle em uma coalizão “rebelde”. Em último caso, Dilma pode vetar o projeto, mas terá que avaliar se tal atitude vale a pena politicamente, considerando a tensão que provocaria no Congresso.

Desmatamento

O desmatamento na Amazônia caiu nos últimos anos, mas voltou a subir recentemente. Em março e abril, desflorestamento sextuplicou em comparação com o mesmo bimestre de 2010. Para o jornal, isso pode ter ocorrido porque os proprietários esperam novas anistias além da que está em discussão atualmente.

A reportagem começa e termina mencionando o assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, que defendiam a floresta. No meio do texto, o repórter Joe Leahy explica aos leitores do “Financial Times” – um veículo global baseado em Londres – quais são os interesses em jogo.

Existem na região grandes e pequenos proprietários de terras, povos indígenas, trabalhadores assalariados e organizações não-governamentais diversas. Há, ainda, a presença de grandes consórcios empresarias com objetivo de construir de usinas hidrelétricas – notadamente a de Belo Monte – para gerar energia para o País.

Além dos conflitos entre esses atores sociais, existe a preocupação climática, o que mobiliza organizações de defesa do meio ambiente. A Amazônia passou por uma seca severa em 2005 e inundações em 2009, voltando a uma fase de seca em 2010.

Para o jornal, o Brasil tem uma reputação de superpotência agrícola emergente e de guardião do desenvolvimento global. O Código Florestal “dará sinal ao mundo sobre onde o Brasil se posiciona em relação à Amazônia e ao desenvolvimento”, disse ao “FT” o analista político João Augusto de Castro Neves, baseado em Washington e editor da revista “The Brazilian Economy”.

http://blogs.estadao.com.br29 de agosto de 2011 | Sílvio Guedes Crespo

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